2 maneiras para acabar o que se começa

Este artigo relembra ao escritor 2 maneiras de acabar o que se começa. Ao leitor, aprimora o apreço pelo trabalho de todos os autores.

Para um potencial escritor, 2 Maneiras de Acabar o Que se Começa, relembra um método de organização e aproveitamento do tempo que permite escrever o máximo possível. Para um leitor, este artigo aprimora o apreço pelo trabalho de todos os autores.

Ainda debaixo do tema dos bloqueios, a semana passada li um artigo com o título “Terminem o que começaram.” Pelos vistos, não acabar o que se começa é um comportamento recorrente em nós, seres humanos. Cheguei a encarar esta minha atitude como uma característica pessoal, mas estava errada. Muitos de nós consegue o discernimento de que tem de mudar algo, toma as decisões na teoria, muitas delas com a motivação certa, mas colocá-las em prática é uma dificuldade comum. O tempo passa e quando nos apercebemos não o aproveitámos. De certeza que tu também estás nesta luta. Gostavas de saber como acabar o que se começa? Antes de mais vejamos o que nos impede.

O que nos impede de acabar o que se começa?

Umas das razões pelas quais temos esta atitude, é por tendermos a esperar pelo momento ideal. Provavelmente a inspiração não virá no dia em que temos mais tempo ou mais vontade de escrever. Já vos ocorreu programar mentalmente, antes dumas férias por exemplo, vários momentos em que finalmente iriam desfrutar de uns dias para desenvolver a ideia daquele texto que tanto desejam escrever, mas quantos de nós acaba as férias sem nunca sequer ter feito um esboço? E porquê? Porque esse tempo ideal que esperamos é isso mesmo: ideal. Mas vivemos no mundo real. Por isso, esperar pelo momento ideal é mentires-te a ti próprio e desperdiçar momentos preciosos. Não esperes pelo momento ideal, passa à ação sempre que o momento te surgir, por muito pequeno que seja.

Outra das razões é por não criarmos um plano de trabalho. Assentar num papel os nossos objectivos, diários ou a longo prazo, ajuda-nos em duas ações relevantes para colocar um plano de trabalho em prática: visualizar e focar. Ao listar, visualizas também o que pretendes levar a cabo. É uma espécie de interiorização. Por isso é natural, nesta fase, existirem algumas alterações. Quando planeei a escrita da Julieta, percebi que tinha de pesquisar sobre a transformação da borboleta. Todavia, só reparei na necessidade desta tarefa ao visualizar a minha lista de afazeres. Revi novamente o meu plano de trabalho acrescentando tarefas, reorganizando prioridades e atribuindo a cada etapa um tempo real.

Ainda que o nosso desejo seja o de chegar ao fim da nossa tarefa o mais rápido possível, a sinceridade impõe-se. Caso contrário o plano não será mais do que uma fonte de frustração por não conseguirmos cumpri-lo. Quanto mais preciso e real for o plano, maior também será o foco porque sabemos exatamente para onde vamos, evitando assim, uma vez mais, desperdício de tempo.

2 maneiras para acabar o que se começa quando escrevemos

No contexto da escrita, quantos de nós iniciaram contos ou livros que aguardam seguimento? Se para além dos bloqueios ainda subaproveitamos o tempo, chegaremos a lado nenhum.

Eis os passos para vencer os bloqueios da escrita ou das palavras e acabar o que se começa:

1. Determinar o que se pretende escrever e planear realisticamente tempo no dia, na semana ou no mês para o efeito,

2. Pôr em prática o plano: ESCREVER.

E tu, como enfrentas os bloqueios de escrita?

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0 Comments

  1. Eu tenho um grave problema em acabar o que começo ahaha simplesmente porque, na minha cabeça, a minha ideia não é boa o suficiente, ou porque acho que simplesmente vou falhar (sem tentar sequer lol).
    Mas desde que o ano começou tenho anotado e tenho cumprido, por isso anotar tudo funciona muito bem comigo! 🙂
    E a partir de agora vou ter sempre presente o que disseste: “Não esperes pelo momento ideal, passa à ação sempre que o momento te surgir, por muito pequeno que seja.” Obrigada 🙂

  2. Tenho exactamente esse problema, e inclusive o que me tem feito adiar um projecto que tenho para um livro!
    E depois há também o problema com o perfeccionismo, que em exagero acaba por ser um género de procrastinação.

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