Mudar de vida

Já alguma vez pensaram em mudar de vida?

Ultimamente, tenho lido alguns relatos de pessoas que mudaram de vida e até tenho o privilégio de conhecer algumas. Largaram empregos onde eram consideravelmente bem remuneradas e até com algum estatuto, aos olhos de a quem isso importa, em cidades cosmopolitas, enfim o que muitos desejam. Apesar de parecerem ter tudo, resolveram mudar.

Assustados, receosos e atónitos assistem familiares e amigos face à decisão e concretização da mudança. A maioria até se pergunta se a pessoa está no seu pleno juízo. Esta assistência é legítima e comum. Afinal, a mudança leva a deixar tanto para trás… Sabemos o que deixamos, mas nunca o que vamos encontrar. Então, o que terá motivado todas estas pessoas a mudar?

A partir de amanhã, aqui no blog, publicarei testemunhos reais de pessoas de diferentes sectores de atividade que nos ajudarão a responder a esta pergunta.

Leiam, descubram e, quem sabe,  inspirem-se!

Photo from Unplash!

Ir ou ficar

Um destes dias, enquanto espreitava as promoções das agências de viagem on line e escolhia um possível destino para um fim-de-semana longo de descanso, retive-me na dupla de verbos ir/ficar. Um não anda sem o outro. Nunca. Nem que um fique e o outro vá. Se não pensem: se vamos, não ficamos. Se ficamos, não vamos. É como a dupla emigrar/imigrar.

Mas gramática à parte e mais profundamente, foi a minha insatisfação e inquietação na escolha de um destino que me trouxeram até aqui.
Depois de vaguear pelo mapa entre capitais e destinos mais ligados à natureza, acabei por nada marcar. Não por falta de escolha ou limites orçamentais, mas por não haver destinos que me apetecessem. Como é possível se eu nem um quinto do planeta conheço?
Pela simples razão que a minha insatisfação não tem a ver com o destino, mas com o lugar onde nos encontramos, em nós. “, não para outra cidade ou país, mas para fora de mim. Apetece-me não ter horas, nem planos. Apetece-me apenas ir andando. Mas de momento tenho de aprender a fazê-lo aqui, em mim, para depois me deixar levar para onde tiver de ir.
Ao mudar de profissão quebrei rotinas, alterei horários, estipulei limites, criei desafios e ganhei muita qualidade de vida. Mas ainda me falta interiorizar para desfrutar plenamente desta nova condição, Estando eu aqui, desta vez, fico. E se é para virar o meu mundo do avesso, concluo que, apesar de ficar, desta vez estou a ir… Estou a ir ao meu encontro.

Photo from Unplash 

Estou apaixonada

Cada dia é um dia, em todos os campos da vida, mas sobretudo ao teu lado. Há alturas em que tenho a certeza que estarás, há outras em que nada me garante. Nem tu próprio!

Vivemos numa era estranha… Quanto mais sabemos e conhecemos (comparado com a sociedade há dezenas e centenas de anos atrás), menos certezas acolhemos. E ultimamente, tu estás como o mundo: estranho de tão incerto. Mesmo nesta época em que não é suposto estares todos os dias…

Mas os ressentimentos não têm espaço em mim.  Paradoxalmente, a tua ausência repete-me que aparecerás. E eu, não duvido um único instante! Para não mencionar que sempre que estás, esforço-me para te viver intensamente.

Esta manhã foi um desses momentos. Acordei, abri a persiana e lá estavas tu: luminoso e cheio de ti! Como eu gosto! Ainda que próximo, não te senti todo o calor que tanto procuro em recordações, viagens, leituras e recantos. Mas sei que virá! Ah, se virá!

Obrigada! Obrigada sol, por também tu me aqueceres o meu dia.

Gosto de ti! E gosto mais ainda de quem te inventou!

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