Era uma vez na Escola Básica de Vale Mourão

O que tanto me motiva nas apresentações da Julieta é poder partilhá-la com o maior número de crianças uma vez que nem todas poderão adquirir o livro.

E assim foi na passada terça-feira!

Tive o privilégio de apresentar a Julieta aos alunos da Escola Básica de Vale Mourão.

Através de perguntas intrigantes, de respostas bem divertidas e da viva leitura de algumas passagens, voámos alegremente pelas cores da pequena borboleta.

Para além da empenhada atenção e da fervorosa interação deste entusiasmado público durante as três apresentações, existiram dois momentos que me marcaram de forma diferente.

Um deles foi logo à chegada! Na sala onde estive a trabalhar, uma das paredes exibia um painel de “Julietas” de todas as cores e texturas. Que emoção! Todas aquelas crianças já conheciam um pouco da Julieta! Que amorosa recepção!

Antes dos autógrafos pergunto sempre qual é a parte da estória que mais gostaram? Muitos destacam a parte do fim em que a Julieta encontra as cores, outros a parte em que os amigos ajudam, outros ainda o facto dela não desistir… Eu escuto atenciosamente as opiniões a fim de personalizar o beijinho assinado que deixo no início do livro.

Mas houve uma resposta inesperada que fez tremer o meu chão… Uma das pequenas alunas ao abrir o livro na página da minha biografia declarou que o que mais apreciou foi aquela parte: a da minha própria história!

Inspirar crianças através da Julieta provoca-me altos níveis de alegria!

Quando escrevo, faço-o porque é para mim a forma mais fácil de dar voz às minhas emoções.

Por escrever ser tão profundamente libertador, revela-se como um ato independente. Ao libertar-me também me preenche o que o torna uma necessidade. Necessidade essa que me isola criando em mim a falsa ideia de que escrever é um ato solitário.

No entanto, esta aparente independência evapora-se assim que alguém aprecia o que escrevo. Se um único ser gostar do que escrevi, nem que seja um apenas, o ato de escrever ganha um significado bem maior.

Imaginem, então, quando em vez de um leitor, são mais!

Obrigada.

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