Gestão livresca

Há uma enorme distância entre o que se quer e o que se precisa. Quase tão grande quanto o dinheiro que se tem e o que gostaríamos de ter. É uma característica do ser humano: querer sempre mais. Por exemplo, sugerimos muitas vezes precisar de mais roupa do aquela que acabamos por vestir. Esta forte ambição enraizada no DNA da raça humana não encontra excepção em paixão nenhuma. Para quem gosta de leitura, este facto aplica-se também aos livros. São mais os que gostávamos de ler, do que os que precisamos de comprar. E foi perante esta cara realidade que me tornei muito seletiva na hora de adquirir livros.


Em vez de dar margem a ataques insólitos de consumismo livresco e usar horas a fio na livraria em lutas interiores e decisões difíceis, mantenho nas minhas notas uma lista dos livros desejados, antecipadamente ordenada por preferência de autor. Assim, quando decido que os posso comprar, recorro mecanicamente ao topo da minha lista e balizo conscientemente o investimento nas leituras que ponderei.


Ignoro as viagens literárias que ainda deixei na livraria e foco-me nas que já estão ao meu alcance, na minha estante, enquanto aguardo a próxima oportunidade.
E vocês? Compram todos os livros que querem?

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