Fim de semana de outono na Nazaré: o passado no presente

Todas as ruas da Nazaré vão dar à praia, daí o seu nome Praia da Nazaré. Uma avenida extensa acompanha a imensa praia.

Em frente às lojas de lembranças, aos restaurantes, ao mercado, a todo o tipo de comércio deparamo-nos com um longo e largo areal que nos convida a passeios onde a contemplação da dança das ondas é rainha. Outros visitantes ou habitantes mais ativos aproveitam o espaço para desportos. Mas antes de nos descalçarmos e de nos evadirmos pela areia fora, detivemo-nos num mar de peixes secos.

Há tradições que se perdem, mas esta permanece bem viva nesta comunidade ligada ao mar. A Nazaré mantém a tradição de secar o peixe ao sol diária e continuamente durante o ano. O peixe é pescado pelos homens, mas são as mulheres que o arranjam e põem-no a secar nestes paneis chamados paneiros. Batuque, cação, carapau, petinga, polvo, raia, ruivo pequeno e sardinha são as diversas ofertas do mar da Nazaré. No intuito de conservarem o pescado, sobretudo em épocas de escassez ou de inconveniência do mar, a secagem do peixe foi e continua a ser essencial. Vale a pena visitar o Museu do Peixe Seco para um maior entendimento deste passado ainda muito presente.

Assim como todas as ruas da Nazaré vão dar à praia, todo o passado aflui no presente.