Tempo para a família – Passeio de carro 4 / Dia 4 e Dia 5

Há dias menos alegres por termos a família longe ( não me posso queixar muito quanto a esse respeito, pois o meu longe é muito perto), mas há outros dias muito mais alegres pelas visitas que nos fazem e podemos fazer-lhes!

Saímos do PNPG ( Parque Nacional da Peneda-Gerês) e conduzimos até Santa Comba Dão. Atenção, carinho e sobretudo boa-disposição apimentaram a noite, que se fez fria e ventosa. O dia seguinte dignou-se a ser mais soalheiro e tanto ou mais caloroso. Entre banhos de piscina e de sol, as gargalhadas fizeram-se ouvir. Não pelos vizinhos! A zona é rural, o que permite largos metros quadrados de distância entre as casas.

E não ficámos por aqui! A família é grande e está espalhada. Perto do fim da tarde conduzimos mais uns quilómetros e chegámos a Vila Nova de Poiares.

O que destacar nesta pequena localidade? Posso falar da paisagem, das piscinas naturais, da chanfana ou até da festa anual que acontece neste mês de agosto, mas estas características não são as mais atrativas para mim. O elo é mais estreito. Tenho uma ligação emocional a este cantinho de Portugal. A minha família tem as suas origens neste lugar beirão e esta é a terra para onde venho desde que me conheço. É aqui que me reencontro. As distrações são quase nulas e o ritmo de vida é muito saudável. Mal ou bem , dispomos de tempo de sobra para reequilibrar. Refiro-me ao equilíbrio interior porque se falarmos de equilíbrio gastronómico, não é junto da família que o recuperamos!

Não saio daqui só de coração cheio… mas de barriga também!

Parque Nacional da Peneda-Gerês – Passeio de carro 4 – Dia 3

Neste dia levantámo-nos cedo! O parque nacional da Peneda-Gerês aguardava por nós e eu confesso que me sentia entusiasmada pela descoberta que se avizinhava. Já tinha ido ao PNPG há muitos anos atrás e as recordações eram escassas… Às vezes parece que quanto mais tempo passa, quanto mais passado fica para trás, mais amplia a clareza do presente que vivemos. Sítios onde estivemos anteriormente queremos revê-los hoje, agora. Ainda que esses locais não tenham alterado, nós mudámos com toda a certeza e é com esses novos olhos que queremos contemplar o que em tempos já nos pareceu imperdível, mas lembramos vagamente.

Não sei mesmo por onde começar… a imponência das paisagens esmaga-me as palavras e o foco concentra-se no olhar. Como disse uma pessoa que comentou uma foto minha: parece um quadro. A viva cor do azul do céu em contraste com o salpico branco das nuvens, as rochas espalhadas aleatoriamente pelas mais variadas tonalidades de verde da vegetação e, sobretudo, a nossa pequenez em meio à grandeza da natureza deixa-me perplexa. Não sei mesmo o que vos contar. Vejam por vocês.

Arcos de Valdevez – Passeio de carro 4 / Dia 2

As férias também são propícias a visitar amigos! O tempo está quente, mas o coração não se aquece só com sol!

O fim do nosso primeiro dia de viagem improvisada foi ao sabor de um delicioso jantar no restaurante SOLAR DOS AMIGOS no Guisado, Caldas da Rainha. Recomendo fortemente. Não é a primeira vez que me delicio com tantas iguarias neste espaço e espero que não seja a última!

Pela manhã, não saímos assim tão cedo… mas francamente, que importância é que a medição do tempo tem se os dias são de desfrute?

Após um bom pequeno-almoço, rumámos em direção ao norte do país. Indecisões à parte ( já que Portugal é generoso em paisagens nobres pela riqueza e pela diversidade ) fomos parar a Arcos de Valdevez. Que surpresa! O Minho é de facto encantador. Casas antigas de pedra enfeitadas de janelas modernas em meio a uma natureza que parece intocada confundem-nos os tempos. E entre o ruído dos carros das estradas de alcatrão conseguimos ouvir o correr da água de um rio vindo da serra do Soajo que refresca até os que não se querem molhar. À beira do rio Vez sentámos e desfrutámos! O tempo não se mede aos segundos, minutos ou horas, mas sim pelo usufruto dos feitos onde o usamos.

Após a pausa, procurámos onde ficar.

Foi em Ponte da Barca que jantámos, passeámos e acordámos ao outro dia!

Óbidos – Passeio de carro 4/ Dia 1 ( parte 2 )

Na realidade, demos um saltinho a Óbidos antes da pausa na Foz do Arelho. Para além de gostar muito desta pequena vila, existe uma livraria na qual gosto de gastar tempo: Ler Devagar.

Como já é habitual, Óbidos estava repleta de visitantes. Outras centenas de pessoas tiveram a mesma ideia que nós… o que não é difícil acontecer no mês em que a grande maioria dos portugueses de Portugal ou de outros países se encontra de férias!

Turistas à parte, a missão foi cumprida. Sem chegar ao castelo, conquistei dois tesouros que me vão entreter e enriquecer nas próximas paragens deste passeio de carro. Devagar se lê e se vai… ao longe!

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Passeio ao improviso – Passeio de carro 4 / Dia 1 ( parte 1 )

Amigo não empata amigo! Neste caso, não saber onde ir não impede o ir! E assim fomos, uma vez mais, ao sabor da vontade.

Guincho

Amantes de mar e praia, resolvemos apreciar as paisagens disponíveis pelas estradas secundárias e seguir caminho sempre ao longo da costa. Curva após curva, fomos dar a diferentes pequenos mundos de não maiores localidades. Umas conhecíamos, outras já tínhamos ouvido falar e outras tantas foram agrádaveis descobertas. Não parámos em nenhuma, mas percorremo-las sempre a um ritmo turístico. Estou certa de que, nós sim, empatámos alguns veículos que por lá circulam habitualmente…

Após mais de duas horas de caminho, chegámos à Foz do Arelho. A imensidão desta praia e a presença de dunas lembrou-nos o Ceará, mais precisamente Jericoacoara. O vento, cartão de visita da zona balnear da costa de prata, marcou presença. As nuvens também não faltaram. Foi numa colina de areia que permanecemos por um pouco a apreciar o privilégio de passear e de encher a barriga dos olhos com tamanhas paisagens.

Quem ainda não foi, vá! Quem não pode ir, continue a sonhar…

As férias estão à porta!

As actividades laborais em regime de free lancer permitem uma gestão do tempo mais personalizada para quem as desenvolve. Podemos escolher ir trabalhar ou ir de férias. Apesar de durante o ano existirem vários meses em que muitos destinos se tornam mais acessíveis devido à época sazonal considerada baixa, é também nessa altura que o volume de trabalho é maior. Voltamos a poder escolher ir trabalhar ou ir de férias.
Foi o que aconteceu este ano. Ao espreitar destinos e respectivos preços, ao longo do ano inteiro, tivemos de fazer opções. E assim chegámos a hoje com as férias para amanhã: férias no mês de Agosto. É o auge da época alta mas é também o mês de menos trabalho. A Europa está de férias! E nós por consequência!
É frequente termos tempo, mas não termos orçamento. Outras vezes, mais raramente, temos orçamento, mas não dispomos de tempo. Mas um elemento nunca falta: a vontade de viajar. Desta vez reunimos as condições necessárias:  tempo, orçamento e vontade de viajar. Contudo, surge ainda uma questão: vamos para onde? Andamos literalmente com o globo às voltas…
Alguém tem sugestões? É que as férias estão à porta!

Photo by Ella Jardim on Unsplash

VIVER A VIAJAR

De tanta fotografia apreciar,
de tantas aventuras ler,
a minha vontade de viajar
continua a crescer!

Acordei esta manhã, desta maneira, a sonhar e a rimar! E se viajar fosse um modo de viver? Pois bem, há quem tenha transformado o fosse, verbo ser conjugado no modo usado para falar do incerto e irreal, o conjuntivo, para o modo da certeza e do real, o indicativo: viajar é um modo de viver!

Assim, Viver a viajar poderia facilmente ser o título de um sonho meu registado aqui em palavras, mas é, na verdade, a realidade da Marta Chen. É também o nome do seu blog em língua portuguesa.

Ao longo destes 11 anos de viagens, para além de nos inspirar ao partilhar na primeira pessoa o que descobre e vive à volta do mundo, também nos fornece dicas para desfrutar de boa comida, de boa estadia e de passatempos que nos preenchem a mente e o corpo de forma saudável. Tudo ilustrado com fotografias suas!

E desta maneira, enquanto a Marta vive a viajar, nós podemos segui-la e continuar a sonhar! Afinal, segundo Fernando Pessoa, “Para viajar basta existir.”

LET’S RUN AWAY TRAVEL BLOG

20180429_183933Let’s run away travel blog  é um simpático blog escrito a quatro mãos!

Um casal viaja desde 2014 e partilha o que descobre através de fotos da sua autoria. Este feito valeu-lhes uma nomeação tripla para os Open World Awards 2018.

Para além de me deliciarem a curiosidade quanto aos sítios que não conheço, também me ajudam a matar a saudade quanto aos sítios onde já tive o privilégio de estar. Por outro lado, neste blog também é frequente sermos informados das promoções das companhias aéreas ou ferroviárias quanto a destinos tão variados como Aruba, Malta ou Porto.

Outra particularidade deste blog é que se tornou numa aplicação! E mais não digo… Espreitem-no!

Let’s run away travel blog

Viagens

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Photo by Slava Bowman on Unsplash

Chegamos à altura do ano em que mais vontade de viajar tenho! Não só pelo cansaço da rotina a que o trabalho nos leva, mas porque o tempo convida a passear. E por estas razões e muitas mais, nas próximas semanas vou dedicar as minhas publicações a este tema. Existem numerosos sites e blogs de pessoas que viajam com muita frequência e que simpaticamente partilham, não só fotografias dos lugares que as encantam, mas também valiosas informações do meio como lá chegam e do próprio destino em si! Enfim, uma panóplia de fontes de informação útil para planearmos a próxima viagem.

Há destinos que quero explorar, outros onde gostaria de voltar. E ainda que não viaje tanto gostaria, sei que a estadia é uma parte crucial da viagem. A fim de contribuir com  o meu cunho quanto às vossas futuras viagens, convido-vos a espreitar o meu site de estadias onde também partilho experiências e preços muito aliciantes.

Agora é tempo de sonhar… Onde gostariam de ir na próxima viagem?

Mudar (conclusão)

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Photo by rawpixel.com on Unsplash

Ao longo destas semanas publiquei testemunhos de pessoas de diversas idades e áreas de trabalho que decidiram mudar de vida e pudemos entender o porquê.
Apesar das diferenças entre os protagonistas dos testemunhos, todos partilham um ponto comum: a busca do ouro moderno, o tempo. Todas estas pessoas quiseram tempo para aprender, tempo para estar com a família, tempo para viver.

O foco destas mudanças não é o peso do que deixaram, mas sim a leveza do que procuraram e alcançaram. Ninguém  acorda de um dia para o outro e resolve mudar. A insatisfação vai-se anunciando a pouco e pouco até ao ponto de se tornar um objectivo claro e emergente. E assim, as novas alternativas de emprego e de estilo de vida constituem o verdadeiro sonho ou, nestes casos, realidades sonhadas e alcançadas.
De que nos adianta tanta correria? Talvez ainda não tenham tido oportunidade para pensar… A roda viva é, tantas vezes, uma roda morta pelas migalhas que nos traz! Porque dinheiro (e eventualmente estatuto) são bem mais inferiores a sermos felizes.

A todos os que estão bem, parabéns!
A todos os que ainda não se encontraram, não desistam! Não desistam!