Gestão livresca

Há uma enorme distância entre o que se quer e o que se precisa. Quase tão grande quanto o dinheiro que se tem e o que gostaríamos de ter. É uma característica do ser humano: querer sempre mais. Por exemplo, sugerimos muitas vezes precisar de mais roupa do aquela que acabamos por vestir. Esta forte ambição enraizada no DNA da raça humana não encontra excepção em paixão nenhuma. Para quem gosta de leitura, este facto aplica-se também aos livros. São mais os que gostávamos de ler, do que os que precisamos de comprar. E foi perante esta cara realidade que me tornei muito seletiva na hora de adquirir livros.


Em vez de dar margem a ataques insólitos de consumismo livresco e usar horas a fio na livraria em lutas interiores e decisões difíceis, mantenho nas minhas notas uma lista dos livros desejados, antecipadamente ordenada por preferência de autor. Assim, quando decido que os posso comprar, recorro mecanicamente ao topo da minha lista e balizo conscientemente o investimento nas leituras que ponderei.


Ignoro as viagens literárias que ainda deixei na livraria e foco-me nas que já estão ao meu alcance, na minha estante, enquanto aguardo a próxima oportunidade.
E vocês? Compram todos os livros que querem?

0 Comments

  1. Desde que vivo numa carrinha tive que aprender a não comprar mais livros e por acaso esta tarde pensava que o que mais sinto falta é de ter uma biblioteca.Não é fácil mas felizmente recorro à biblioteca e em dias de crise trago o máximo que me permitem! 😅

  2. Se eu comprasse todos os livros que quero, ficava pobre!! ahaha
    Quando compro, compro quase sempre 2, mas acabo-os de ler antes de comprar outros. Ou vou à biblioteca requisitar, assim divirto-me e poupo uns trocos ao mesmo tempo 🙂
    Também tenho uma lista e foco-me aí, em vez de passar horas feita doida na livraria lol
    Beijinhos ♥

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