O Mundo ao Contrário

O MUNDO AO CONTRÁRIO

Entre outras coisas positivas, a tecnologia permite sabermos o que se passa do outro lado do globo em poucos segundos. Através de um vídeo, de uma notícia digital, as notícias circulam a uma velocidade estonteante. Alucinante é também a quantidade de notícias que circulam. Porém há um ponto em comum em praticamente todas elas: a negatividade.

As notícias que nos chegam nestes últimos anos são essencialmente negativas. Estamos a falar de várias frentes tais como:

Desastres naturais que causam tsunamis de problemas como escassez de alimentos, doenças, famílias destroçadas, falta de habitações;

desastres humanos como a migração de povos cujo destino desconhecem e onde, a maioria das vezes, são mal-vindos.

Países ricos que teimam em fechar-se para justificarem a sua ausência na resolução de problemas de outros países.

Países fanfarrões, países que prometem ações , mas que nada executam a não ser proteger os seus umbigos.

Existem também países que dizem que sim por estratégia e apanham assim boleia do tempo infindável que se gasta antes de agir com efeito.

Temos pessoas a batalhar pela liberdade na escolha do uso da máscara enquanto outras batalham por água potável.

Depois, temos redes sociais onde as pessoas usam o seu precioso tempo para descortinar o esforço e o trabalho de outros.

E de repente, há um pai que vende tudo para dedicar tempo e recursos a criar um medicamento para o filho. Esta realidade torna-se notícia de horário nobre por ser tão espantosamente positiva.

Ora, não deveria ser o contrário? Com tanta inteligência e tanto avanço, não deveríamos nós assistir a mais boas notícias do que más?

Talvez devêssemos, mas não é isso que acontece. E todos os dias continuamos a consumir estas novidades que nos chegam dos quatro cantos do mundo. Umas chocam mais do que outras, mas parecemos cada vez mais acostumados.

Impressiona-nos quando alguém demonstra empatia, quando alguém mostra honestidade, interesse, respeito. Mas não deveria ser isso o nosso normal?

O mundo está, sem dúvida, de pernas para o ar.

Como resiliente que sou empenho-me em tirar lições positivas de tudo o que de negativo observo. Analiso as minhas ações e reúno esforços para corrigir e tentar ser uma melhor versão de mim, todos os dias. Assim, mantenho “o meu mundo” às direitas por continuar a investir em princípios e atitudes que contribuem para o respeito e empatia pelos outros.

Por fim, no meio deste trabalho constante, sonhos precisam-se! Posso não ter poder para resolver nenhuma das tristezas que assola o mundo, mas está ao meu alcance contribuir para a alegria de “o meu mundo”.

A ti, que me acompanhas nesta jornada de leitura e de escrita, o meu muito obrigada. Espero poder continuar a contribuir para os teus sonhos com novas notícias e sugestões desta área que tanto prezamos.

Boas letras!

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