Sarah Musgrave e a imaginação sem fim!

ESCREVER - PALAVRA DE AUTOR(A) - Sarah Musgrave e a imaginação sem fim

Para a nossa autora convidada de hoje, as personagens que vivem na sua imaginação sem fim ditam-lhe as histórias que escreve. Com três romances publicados, existe um quarto a caminho e o seu primeiro thriller policial, género pelo qual diz ser fanática! Vamos descobrir mais sobre a Sarah Musgrave.

O que lhe deu vontade de escrever livros? 

É um sonho que me acompanha desde criança.

Comecei a ler muito cedo e desde esse momento que quis escrever livros, contar histórias. Tinha seis anos quando escrevi o meu primeiro livro com a ajuda do meu avô materno, que o passou à máquina e o enviou para uma editora. Na altura, recusaram o livro, mas enviaram-me uma carta de incentivo.

Durante trinta anos fui escrevendo textos, contos e poemas, mas foi só aos trinta e oito anos que ganhei coragem para escrever o meu primeiro romance: Papoila Selvagem.

Onde encontra inspiração? 

Felizmente não preciso procurar por inspiração, tenho sempre imensas histórias a fervilhar na minha imaginação.

Por vezes, alguém conta uma situação que lhe aconteceu e eu começo logo a divagar no que poderia ter sido. As histórias vão surgindo como se as personagens vivessem na minha imaginação e me fossem contando as suas histórias. 

O que retrata(m) o(s) seu(s) livro(s)?

Os três romances que publiquei são histórias de amor. 

O romance Papoila Selvagem (2015) retrata a história de Nicole que parte para ver o mundo, largando tudo para trás (pais, filhos, amigos e o emprego) no dia em que faz quarenta anos. Vai de cidade em cidade, país em país, de mochila às costas, na esperança de se encontrar e de encontrar o amor.

O romance O Encantador de Sonhos (2018) retrata a história de Jerome que comete um erro e acaba por ser preso. Jerome sai da prisão e tenta compensar todas as pessoas que prejudicou, ajudando-as a realizar os seus sonhos. No seu percurso acaba por encontrar muito mais do que o amor, encontra uma família e amigos.

O romance O Filho do Evereste (2019) retrata a história de Anne, uma mulher fora de série, corajosa, sonhadora, lutadora, que perde cedo o amor da sua vida, mas decide ter uma vida cheia e feliz. Vai de aventura em aventura sempre na companhia do maior amor da sua vida, o seu filho Nicholas.

Tenho 23 livros escritos: um infantil, um terror, um thriller policial, um fantástico, um conto e dezoito romances. 

Eu não escolho as histórias que escrevo, elas é que me escolhem.

Neste momento estou a escrever um thriller policial (“Escuridão) e um romance (A Rapariga das mil vidas). 

Hábitos de escrita: Onde escreve? Em que momento do dia? Quanto tempo dedica à escrita?

Por norma escrevo em casa, embora goste de escrever junto do mar ou na serra. Costumo escrever todos os dias pelo menos uma hora (se pudesse escrevia pelo menos 8 horas).

Durante a semana escrevo de madrugada. Levanto-me as 5 horas e escrevo até às 6 horas, depois vou correr e ver o sol nascer. Quando tenho tempo, escrevo ao fim do dia. 

Ao fim de semana, costumo escrever quatro ou cinco horas durante o dia. Às vezes, escrevo o dia todo. Tenho períodos de escrita muito intensa e períodos de escrita menos intensa.

Como gosto muito de ler, procuro reservar um tempo para ler, normalmente à noite, pelo menos uma hora.

Improvisa à medida que escreve ou conhece o fim antes de escrever? 

Nunca sei o final do livro quando o começo a escrever.

Nunca estruturo uma história, ela vai-se escrevendo à medida que o tempo passa. Nunca sei o que vou escrever quando me sento em frente ao computador nem sei para onde a história vai, como se houvesse uma voz ao meu ouvido a contar-me o que se vai passando.

Contudo, por norma, o final surge-me sempre mais ou menos quando vou a meio da história. Houve duas situações em que cheguei a um ponto do livro e não conseguia escrever por não saber como ia terminar. Dediquei-me a outros livros e quase que como por magia, surgiu-me o final dos livros.

Qual é o seu livro preferido?

Eu não tenho um livro favorito, tenho vários. Todos os anos vou acrescentando livros à lista.

Posso dizer que sou fanática por thrillers policiais. Adorei todos os livros de Camila Lackberg excepto os dois últimos, os livros de Lars Kepler, de Agatha Christie, Robert Bryndza.

Nos romances adoro a autora Isabel Allende, gostei muito de “A casa dos espíritos”, “A soma dos dias” e “O amante japonês”. Um dos meus romances preferidos deste ano foi “Mataram a cotovia” de Harper Lee. Adoro todos os livros de Jane Austeen. Adorei “Anna Karenina” de Leo Tolstoi. Adoro Eça de Queiros, Camilo Castelo Branco, Julio Dinis, Machado de Assis, Florbela Espanca e Fernando Pessoa.

Também gosto muito Haruki Murakami, John Steinbeck, Morris West, Thomas Mann, João Tordo, Afonso Cruz, Margarida Rebelo Pinto e Teolinda Gersão.

A lista ficaria muito longa se enunciasse todos os livros que prefiro.

Uma breve mensagem de incentivo para quem gosta de escrever.

Eu acredito que os sonhos são a nossa essência e devemos lutar por eles.

Escrever é passar para o papel os nossos sonhos e partilhá-los é um ato de carinho, é uma forma de estarmos mais próximos dos outros e de nós também.

Por isso, para todos aqueles que escrevem, que têm histórias que aguardam ansiosamente por serem lidas, que partilhem e arrisquem porque existe espaço para todas as histórias, para todos os escritores. E não há nada mais belo do que realizar um sonho.

Muito obrigada, Sarah Musgrave!

ESCREVER - PALAVRA DE AUTOR(A) - Sarah Musgrave

 

Para continuares a seguir o trabalho da autora Sarah Musgrave, podes visitá-la:

Na página www.sarahmusgrave.pt,

Facebook @sarahmusgraveescritora

Instagram @sarahmusgraveescritora. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os livros da autora Sarah Musgrave 

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