Existem vários tipos de livros, vários géneros, que correspondem também a diferentes funções. E este livro que acabei de ler é, para mim, puro entretenimento. Não sublinhei uma única frase — o que me diz que a sua função não foi ser literário, poético ou ensinar-me algo. Foi, sim, entreter-me. E posso dizer que conseguiu isso a 100%.
Está muito bem estruturado, sobretudo dinâmico
Capítulos curtos, ritmo envolvente, narrativa sempre a puxar-nos para o próximo passo. Senti-me como se estivesse a ver uma série daquelas em que cada episódio termina com uma pergunta ou um mistério, deixando-nos ansiosos pelo seguinte. Um verdadeiro page-turner.
Conclusão
Gostei mesmo muito. A CRIADA da Freida McFadden é um excelente livro para, como diz uma amiga minha, “desligar um pouco a cabeça”. Recomendo especialmente a quem trabalha intensamente com a mente — é ótimo para espairecer, para sair do excesso de estímulo e entrar num bom ritmo de leitura sem pressões.
Confissão
Não quero estar a comparar, claro, mas quando era miúda, lia Agatha Christie e nunca conseguia acertar no enredo. Durante a leitura, tentava adivinhar quem era o culpado, mas acabava sempre por ser completamente surpreendida com o desfecho.
Hoje, quando vejo ou leio um thriller, acontece o mesmo: não consigo desvendar quem fez o quê, nem perceber bem o que está a acontecer até ao fim. E este livro não foi diferente. Das duas, uma: ou ando mesmo a ler bons thrillers… ou continuo sem grande jeito para desvendar mistérios. Pronto, acho que vou ficar com a primeira opção!
E agora?
Tenho outro livro da mesma autora à minha espera, e quero muito lê-lo. Não será já de seguida, mas certamente muito em breve.