Hoje acordei com aquela vontade de pôr tudo em dia.
Para mim, o início do ano é a 1 de setembro. Na minha cabeça organiza-se assim desde o tempo da escola, em que setembro marcava o verdadeiro recomeço e, hoje, esse calendário ainda me faz mais sentido.
Agosto como preparação
Tenho o mês de agosto para preparar o ano que vem.
É muito diferente de ter apenas alguns dias, em dezembro, em meio ao caos, como tantas pessoas fazem: andam a pensar nas resoluções de ano novo, mas, na prática, continuam mergulhadas no trabalho, no stress, no ritmo acelerado.
Eu não.
Gosto de iniciar o ano em setembro porque venho de um agosto de férias, um mês inteiro em que consigo respirar e reorganizar. É um tempo à parte do dia a dia, em que não estou a trabalhar, em que descanso e entro noutro ritmo, um ritmo que permite refletir melhor sobre as coisas.
Os últimos ajustes
E, ao longo deste agosto, tenho vindo a resolver pendências:
- tratar da família,
- ler com calma,
- fazer telefonemas,
- organizar papéis,
- cuidar de tarefas que ficavam sempre para depois.
Hoje, a dois dias do meu “ano novo”, estou apenas nos últimos pormenores: limpar a casa, marcar uma revisão do carro, arrumar o que faltava.
Pequenos ajustes, como quem alinha a casa antes de abrir a porta ao novo ciclo.
Arrumar por dentro e por fora
Mas não são apenas ajustes exteriores. Também fui fazendo balanços internos: pensar no que correu bem neste último ano e no que ficou por fazer, identificar onde sonhei alto demais e onde fui realista, perceber os passos que dei com sucesso e aqueles em que tropecei. É um exercício de reavaliar, de perceber o que quero levar comigo e o que quero deixar para trás. Uma arrumação da mente e do coração, tão necessária quanto a arrumação da casa.
Um novo início
Assim, percebo, mais uma vez, que custa começar, mas quando avançamos sentimos uma leveza enorme. É como abrir espaço: espaço na agenda, na casa, mas sobretudo dentro de nós.
Setembro chega com essa promessa: de um novo início. E eu, este ano, decidi continuar a honrá-lo.