Crónicas Maldispostas de Pepetela

Desta vez a viagem foi guiada pelo autor angolano Pepetela. De crónica em crónica vamos partilhando o ponto de vista do autor sobre o mundo, mais precisamente sobre a realidade social, política, económica, cultural e, também, quotidiana em Luanda.

A melhor maneira de conhecer uma cidade é escolher um guia local e foi o que fiz. Ao contrário do título, a boa disposição marcou esta viagem. Nunca fui a Luanda, mas já a conheço um bocadinho.

Gosto de crónicas ( como se ainda não se tivesse percebido)! Assemelham-se a conversas que alimentaríamos naturalmente num passeio entre amigos. Aconselho este passeio a todos os que apreciarem um discurso direto com uma ligeira pitada de poesia.

E vocês, têm algum livro de crónicas que me queiram recomendar?

Viagem à Sardenha, Costa Esmeralda

Ar

Para os amantes de praia e de mergulho, enquanto não experimentam as Caraíbas, um destino a considerar seriamente é a Sardenha. Região autónoma de Itália, esta ilha a oeste do mar mediterrâneo é um pouco mais pequena do que o nosso Alentejo, o que significa que é grande! Nesta viagem, fomos até à Costa Esmeralda. Segundo outros visitantes, esta parte da ilha a noroeste é a que reúne o maior número de praias paradisíacas. Ainda estou para saber qual o critério dos blogs que li, pois até a considerada menos bonita era lindíssima! Chego portanto à conclusão que toda a Sardenha deve ser incrível!

Terra

O mais interessante neste destino de mar, é que a maioria das praias dispõe de um areal, em alguns casos reduzido, e de um pedaço de terra com árvores ou, por outras palavras, sombras. Aquela versão portuguesa de ir à praia de manhã e almoçar e dormir a sesta na mata à tarde pode ser vivida, também aqui, com a diferença de que não precisamos de sair do lugar. A mata é ali mesmo, na praia, quase à beira da água.

Mar

E por falar em água… “cristalina” não me chega para vos traduzir o que os meus olhos viram. A areia fina e branca reflete a luz do sol e a água só se vê porque se sente. É límpida! Ao contrário da opinião de bloggers do Brasil, país situado no lado do oceano Atlântico a temperaturas convidativas, o mar na Sardenha estava à temperatura ideal: refrescava-nos sem nos ofender os ossos, o que não acontece no Oceano Atlântico da Costa do Sol portuguesa (a minha realidade), mas não é tão quente quanto o Oceano Pacífico na zona de Manuel António, por exemplo, na Costa Rica, o qual achei uma verdadeira sopa.

Águas limpas, visão clara! Foi a segunda vez que fiz snorkelling na vida! Levem o vosso kit porque vai valer a pena! É possível alugar um barco ou simplesmente juntar-se a outros exploradores em passeios de meio dia ou dias inteiros que vos leva até zonas onde poderão apreciar a fauna marinha. Para quem quer apreciar o mar nas suas profundezas, existem também cursos de mergulho para a criançada e para adultos, desde principiantes a mais expeditos.

O que me falta dizer-vos mais?

Aconselho a alugar um carro no aeroporto, se quiserem rentabilizar o tempo da vossa estadia a visitar o maior número de praias inesquecíveis. Eu gostei muito de todas em que estive: Liscia Ruja, Spiaggia La Cinta, Cala Brandinchi, Spiaggia del Principe, Spiaggia di Capriccioli, Piccolo Pevero e Grande Pevero.

Ou melhor ainda, a alugar um barco que vos recheará a memória de praias desertas inacessíveis por via terrestre.

Contudo, como o paraíso na terra de outrora, o jardim do Éden, ainda não foi restabelecido, eis algumas observações a ter em conta se pretenderem viver a Sardenha pelos vossos próprios sentidos:

O estacionamento de praia na Sardenha é muito rigoroso. Ou estacionamos nas áreas propícias a esse fim ou apanhamos multas na certa. Os preços dos estacionamentos rondam os 2€/ 2,5€ à hora. Simpaticamente, existem pagamentos ao dia no valor de 18€.

A maioria das praias têm concessão onde se pode comer, beber e ir à casa de banho. A Costa Esmeralda não sendo diferente do resto do mundo, a tudo atribui um valor. Não vou listar o cardápio de preços, mas um café numa esplanada ronda os 2,5€. Ao balcão é muito mais em conta, é 1,20€!

A Sardenha é italiana, nacionalidade sinónima de boa gastronomia. Pizzas, pastas, peixe, carne é ao gosto da fome!

Amantes de praia e descanso, não esperem mais! Vão conhecer a Sardenha!

Tempo para a família – Passeio de carro 4 / Dia 4 e Dia 5

Há dias menos alegres por termos a família longe ( não me posso queixar muito quanto a esse respeito, pois o meu longe é muito perto), mas há outros dias muito mais alegres pelas visitas que nos fazem e podemos fazer-lhes!

Saímos do PNPG ( Parque Nacional da Peneda-Gerês) e conduzimos até Santa Comba Dão. Atenção, carinho e sobretudo boa-disposição apimentaram a noite, que se fez fria e ventosa. O dia seguinte dignou-se a ser mais soalheiro e tanto ou mais caloroso. Entre banhos de piscina e de sol, as gargalhadas fizeram-se ouvir. Não pelos vizinhos! A zona é rural, o que permite largos metros quadrados de distância entre as casas.

E não ficámos por aqui! A família é grande e está espalhada. Perto do fim da tarde conduzimos mais uns quilómetros e chegámos a Vila Nova de Poiares.

O que destacar nesta pequena localidade? Posso falar da paisagem, das piscinas naturais, da chanfana ou até da festa anual que acontece neste mês de agosto, mas estas características não são as mais atrativas para mim. O elo é mais estreito. Tenho uma ligação emocional a este cantinho de Portugal. A minha família tem as suas origens neste lugar beirão e esta é a terra para onde venho desde que me conheço. É aqui que me reencontro. As distrações são quase nulas e o ritmo de vida é muito saudável. Mal ou bem , dispomos de tempo de sobra para reequilibrar. Refiro-me ao equilíbrio interior porque se falarmos de equilíbrio gastronómico, não é junto da família que o recuperamos!

Não saio daqui só de coração cheio… mas de barriga também!

Parque Nacional da Peneda-Gerês – Passeio de carro 4 – Dia 3

Neste dia levantámo-nos cedo! O parque nacional da Peneda-Gerês aguardava por nós e eu confesso que me sentia entusiasmada pela descoberta que se avizinhava. Já tinha ido ao PNPG há muitos anos atrás e as recordações eram escassas… Às vezes parece que quanto mais tempo passa, quanto mais passado fica para trás, mais amplia a clareza do presente que vivemos. Sítios onde estivemos anteriormente queremos revê-los hoje, agora. Ainda que esses locais não tenham alterado, nós mudámos com toda a certeza e é com esses novos olhos que queremos contemplar o que em tempos já nos pareceu imperdível, mas lembramos vagamente.

Não sei mesmo por onde começar… a imponência das paisagens esmaga-me as palavras e o foco concentra-se no olhar. Como disse uma pessoa que comentou uma foto minha: parece um quadro. A viva cor do azul do céu em contraste com o salpico branco das nuvens, as rochas espalhadas aleatoriamente pelas mais variadas tonalidades de verde da vegetação e, sobretudo, a nossa pequenez em meio à grandeza da natureza deixa-me perplexa. Não sei mesmo o que vos contar. Vejam por vocês.

As férias estão à porta!

As actividades laborais em regime de free lancer permitem uma gestão do tempo mais personalizada para quem as desenvolve. Podemos escolher ir trabalhar ou ir de férias. Apesar de durante o ano existirem vários meses em que muitos destinos se tornam mais acessíveis devido à época sazonal considerada baixa, é também nessa altura que o volume de trabalho é maior. Voltamos a poder escolher ir trabalhar ou ir de férias.
Foi o que aconteceu este ano. Ao espreitar destinos e respectivos preços, ao longo do ano inteiro, tivemos de fazer opções. E assim chegámos a hoje com as férias para amanhã: férias no mês de Agosto. É o auge da época alta mas é também o mês de menos trabalho. A Europa está de férias! E nós por consequência!
É frequente termos tempo, mas não termos orçamento. Outras vezes, mais raramente, temos orçamento, mas não dispomos de tempo. Mas um elemento nunca falta: a vontade de viajar. Desta vez reunimos as condições necessárias:  tempo, orçamento e vontade de viajar. Contudo, surge ainda uma questão: vamos para onde? Andamos literalmente com o globo às voltas…
Alguém tem sugestões? É que as férias estão à porta!

Photo by Ella Jardim on Unsplash

VIVER A VIAJAR

De tanta fotografia apreciar,
de tantas aventuras ler,
a minha vontade de viajar
continua a crescer!

Acordei esta manhã, desta maneira, a sonhar e a rimar! E se viajar fosse um modo de viver? Pois bem, há quem tenha transformado o fosse, verbo ser conjugado no modo usado para falar do incerto e irreal, o conjuntivo, para o modo da certeza e do real, o indicativo: viajar é um modo de viver!

Assim, Viver a viajar poderia facilmente ser o título de um sonho meu registado aqui em palavras, mas é, na verdade, a realidade da Marta Chen. É também o nome do seu blog em língua portuguesa.

Ao longo destes 11 anos de viagens, para além de nos inspirar ao partilhar na primeira pessoa o que descobre e vive à volta do mundo, também nos fornece dicas para desfrutar de boa comida, de boa estadia e de passatempos que nos preenchem a mente e o corpo de forma saudável. Tudo ilustrado com fotografias suas!

E desta maneira, enquanto a Marta vive a viajar, nós podemos segui-la e continuar a sonhar! Afinal, segundo Fernando Pessoa, “Para viajar basta existir.”

LET’S RUN AWAY TRAVEL BLOG

20180429_183933Let’s run away travel blog  é um simpático blog escrito a quatro mãos!

Um casal viaja desde 2014 e partilha o que descobre através de fotos da sua autoria. Este feito valeu-lhes uma nomeação tripla para os Open World Awards 2018.

Para além de me deliciarem a curiosidade quanto aos sítios que não conheço, também me ajudam a matar a saudade quanto aos sítios onde já tive o privilégio de estar. Por outro lado, neste blog também é frequente sermos informados das promoções das companhias aéreas ou ferroviárias quanto a destinos tão variados como Aruba, Malta ou Porto.

Outra particularidade deste blog é que se tornou numa aplicação! E mais não digo… Espreitem-no!

Let’s run away travel blog

Viagens

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Photo by Slava Bowman on Unsplash

Chegamos à altura do ano em que mais vontade de viajar tenho! Não só pelo cansaço da rotina a que o trabalho nos leva, mas porque o tempo convida a passear. E por estas razões e muitas mais, nas próximas semanas vou dedicar as minhas publicações a este tema. Existem numerosos sites e blogs de pessoas que viajam com muita frequência e que simpaticamente partilham, não só fotografias dos lugares que as encantam, mas também valiosas informações do meio como lá chegam e do próprio destino em si! Enfim, uma panóplia de fontes de informação útil para planearmos a próxima viagem.

Há destinos que quero explorar, outros onde gostaria de voltar. E ainda que não viaje tanto gostaria, sei que a estadia é uma parte crucial da viagem. A fim de contribuir com  o meu cunho quanto às vossas futuras viagens, convido-vos a espreitar o meu site de estadias onde também partilho experiências e preços muito aliciantes.

Agora é tempo de sonhar… Onde gostariam de ir na próxima viagem?

Vai

Há quem sonhe a dormir. Há quem sonhe acordado. Eu não sou excepção, sonho das duas maneiras. Mas confesso que sonho muito  mais acordada, o que para mim é uma vantagem porque me lembro de tudo e até tiro notas!

A propósito de sonhar acordada, descobri o blog da Jo. Primeiro viajei com ela, agora consulto-o para futuras viagens que, de momento, ainda não passaram de sonho. Como sempre, o que considero bom para mim,  partilho. Portanto Aqui fica o link: http://jolandblog.com/cronicas-de-viagem/

Viaje comigo!

Fazer as malas

Não sei por vocês, mas por muito que queira simplificar, tenho sempre a sensação de levar a casa às costas quando viajo. Isto não é de agora, é desde sempre! Mesmo assim, tenho vindo a esforçar-me nesse sentido. Como?
Por reconhecer e registar que regresso sempre com duas ou três ou mais mudas de roupa que acabo por não vestir e por fazer melhor as contas na vez a seguir.
Por repetir o mesmo exercício com o calçado, os acessórios e até as leituras.
Por colocar em recipientes à medida dos dias que estarei fora o champô, acondicionador, creme corporal e outras necessidades básicas.
Estes são pequenos gestos que fazem a diferença e aliviam a carga!
Mas há uma ironia adjacente a este mau hábito de quererermos ser tartarugas em escapadelas longas ou curtas de descanso e descoberta. Se a ideia é descontrair, desfazer a rotina e aliviar o dia-a-dia porque nos sobrecarregamos de forma fútil imediatamente antes de sair de casa? Não faz sentido! Se o fazemos nesse espaço de tempo sagrado que são os dias do nosso descanso, nem quero pensar o quanto nos sobrecarregamos diariamente!

Contudo, se conseguirmos que o nosso esforço dê o fruto de nos reduzir a uma única mala na partida, uma coisa não conseguiremos: é reduzir a do regresso. Porque essa, a bagagem do regresso, será sempre, mas sempre a maior! Se assim não for, não soubemos viajar.