A primeira palavra que me saiu: sublime
Terminei o livro da Luisa Sobral e a primeira palavra que me veio à cabeça foi: sublime. Enviei essa palavra a uma amiga que já o tinha lido e percebi que não havia forma mais justa de o descrever.
Uma escrita de enorme delicadeza
A escrita da autora é de uma delicadeza rara. É como se cada frase tivesse sido escolhida com pinças: poucas palavras, mas todas certas. Com leveza, graciosidade e profundidade, o texto transforma-se quase num poema em prosa — tão bonito, tão sentido.
O que mais me marcou foi a estrutura: capítulos curtos, que vão diretos ao essencial, entrelaçados com capítulos ultracurtos — às vezes com apenas uma frase. Essas pequenas frases funcionam como respiros poéticos: encerram o que ficou por dizer no capítulo anterior, ou antecipam o que está por vir. São momentos de pausa e reflexão, que nos fazem parar, sublinhar, voltar atrás.
Uma estrutura inesperada
No início, confesso que fiquei um pouco baralhada — até fiz contas às datas, a tentar perceber a linha temporal. Mas rapidamente me deixei guiar pelo ritmo da escrita e pela beleza contida da narrativa.
Silêncios que dizem tudo
As personagens não gritam, não se impõem, mas sentimos tudo com elas. A dor, o silêncio, a ternura… tudo está presente, dito ou insinuado com uma elegância que toca e comove. É uma tristeza que nos dói — mas que também consola.
Uma leitura que fica
Este é daqueles livros que ficam connosco. Que lemos devagar. Que, mesmo fechados, continuam a falar connosco. Um livro cheio de subtileza, emoção e esperança.
O que mais me marcou?
-
A escrita delicada e precisa
-
A estrutura criativa, com capítulos curtos e reflexivos
-
A forma como a emoção é tratada com contenção, mas com profundidade
Gostei muito. Mesmo muito. Que venham mais livros assim.
Recomendo. Muito.